Do sofá de casa
pra referência de
Várzea Grande.
Tudo começou nessa esquina simples, onde muita gente passava sem nem imaginar o que estava sendo construído.
João Paulo e Kamila se casaram cedo. Enquanto muita gente ainda estava curtindo a vida, eles já estavam tentando sobreviver. Kamila vendeu trufa na rua, DVD, ovo de Páscoa, bolo de pote, trabalhou com telemarketing. João fez pipa pra vender, vendeu salgado na frente de mercado, trabalhou em fábrica de pão, vendeu tapete de porta em porta e até serviu à Aeronáutica por 4 anos.
Mas nada dava certo o suficiente. Até que João percebeu algo: ninguém na região trabalhava com esfiha aberta.
Sem dinheiro. Sem curso. Sem estrutura. Só um celular com YouTube aberto e uma vontade enorme de fazer dar certo.
Ali, sentado no sofá de casa, João fez a primeira esfiha no forno simples do fogão. Não era perfeita. Mas era o começo. No dia seguinte, Kamila saiu do emprego e os dois decidiram apostar tudo.
Primeiro dia de vendas: cerca de R$50. Pra quem não tinha nada, era gigante. Mas o que veio depois foram meses no negativo — um ano inteiro sem lucro. Contas atrasando, nome ficando sujo. Mesmo assim, não pararam.
Quem vem do zero tem uma mentalidade diferente: não tem medo de perder — porque como perder? Se a gente nunca teve nada.
João e Kamila trabalhavam em dois empregos. No horário de almoço, ele corria pra casa pra adiantar a massa das esfihas, pra conseguir atender à noite. Pegaram dinheiro emprestado pra comprar equipamentos. Ficaram com o nome sujo por anos.
Até que um amigo apresentou a chance de arrendar um ponto na praça de alimentação do São Matheus. Foi ali que tudo mudou. Encerrou a "Esfiha do Chef" e nasceu oficialmente a PIZZAS E ESFIHAS DO CHEF.
Hoje, depois de 5 anos, aquela ideia que nasceu no sofá se transformou em algo muito maior.
Não é só pizza e esfiha. Hoje também tem espetos, cupim na telha, picanha na chapa, porções. Mas tudo carrega a mesma essência: a história de quem começou do zero e não desistiu.
Essa esquina não é só um ponto comercial.
É onde mora a luta, os erros, e principalmente —
a persistência.